Saúde e Turismo: Os Banhos de Mar nas Praias de Portugal

Introdução

Segundo com a Comissão Europeia, “microcredenciais” são qualificações que certificam resultados de aprendizagens resultantes de cursos curtos ou de módulos, tendo em vista a requalificação e atualização profissional de cada um. Estas qualificações podem ser obtidas pelos cidadãos com diversas modalidades de aprendizagem, presencial, a distância online ou mista.

Seja qual for o regime ou forma como são obtidas as qualificações, a Comissão Europeia vê nas microcredenciais uma oportunidade de aprendizagem flexível e inclusiva, no contexto dos sistemas de ensino e formação europeus e uma nova forma de acreditação adequada a diferentes necessidades.
Estas qualificações, por norma de curta duração, serão essencialmente úteis para quem pretende complementar o seu conhecimento e competências ou para quem pretende requalificar-se, procurando novas oportunidades no mercado de trabalho. Na sua essência as microcredenciais assentam e dão resposta ao conceito e à prática de uma “aprendizagem ao longo da vida”.

Objetivos

O curso tem como objetivos:

  • Formar profissionais do turismo e ciências sociais e humanas – Capacitar profissionais ligados ao turismo histórico-cultural e especialistas em ciências sociais e humanas para compreenderem e abordarem o fenómeno dos banhos de mar no contexto histórico e turístico;
  • Compreender a origem dos banhos de mar como tratamento de saúde – Examinar como, no final do século XVIII e início do XIX, os médicos começaram a prescrever banhos de mar para tratar várias doenças e promover o bem-estar;
  • Analisar o contexto histórico e social dos banhos de mar – Estudar o desenvolvimento das estações balneárias e a popularização dessa prática entre as elites europeias, bem como o impacto do movimento higienista;
  • Explorar a relação entre saúde e lazer na zona costeira – Investigar como o uso terapêutico do mar se transformou em uma atividade de lazer e como isso influenciou a ocupação e desenvolvimento da infraestrutura costeira;
  • Avaliar a evolução do turismo de saúde – Refletir sobre como a busca pela cura através do mar impulsionou o desenvolvimento do turismo de saúde, voltado para o bem-estar e o restauro humano;
  • Cativar um público mais amplo no estudo de temas históricos e culturais e promover o interesse de um público geral nas temáticas de história, saúde, turismo e ocupação das zonas litorais.

Competências

Espera-se que os participantes adquiram as seguintes competências que lhes serão
identificadas no documento certificador desta microcredencial:

  • Habilidade de servir como mediador entre o património cultural (banhos de mar) e o turismo, promovendo experiências educacionais e culturais enriquecedoras.
  • Capacidade de compreender e contextualizar a origem dos banhos de mar como prática de saúde no final do século XVIII e início do século XIX;
  • Capacidade de realizar uma análise crítica sobre as influências médicas, sociais e culturais que moldaram o uso terapêutico do mar;
  • Habilidade de correlacionar a prática dos banhos de mar com o movimento higienista e com o desenvolvimento das estações balneárias;
  • Aplicar uma abordagem interdisciplinar ao analisar o fenómeno, integrando conhecimentos de história, turismo, saúde e ciências sociais;
  • Capacidade de interpretar e promover o património cultural e histórico relacionado aos banhos de mar e à ocupação das zonas litorais;
  • Desenvolver habilidades em turismo de saúde e bem-estar, compreendendo como esse segmento pode ser integrado às práticas turísticas contemporâneas;
  • Habilidade de reconhecer o papel das infraestruturas e ações políticas no desenvolvimento do turismo de saúde ao longo do tempo;
  • Capacidade de planear e estruturar produtos turísticos que integrem aspetos históricos e de bem-estar, especialmente em contextos de zonas costeiras;
  • Capacidade de comunicar eficazmente temas complexos relacionados com a história dos banhos de mar para diferentes públicos, como turistas, especialistas e o público em geral;

Destinatários

  • Serão priorizados os candidatos provenientes dos parceiros da UAb, no âmbito do Projeto TIA – Tourism International Academy;
  • Pessoas de qualquer área de formação técnica/científica que pretendam aprofundar o seu conhecimento nas áreas da Saúde e Turismo: Os banhos de Mar nas praias de Portugal;
  • Discentes com ensino secundário completo (12.º ano) e universitários;
  • Profissionais que estejam direta ou indiretamente ligados a áreas do Turismo, ONG’S, Autarquias, Juntas de freguesia, Associações, entre outras.

Pré-requisitos para a Frequência do Curso

Este curso rege-se pelo Regulamento da oferta educativa da Universidade Aberta.
Podem candidatar-se a este curso:
a. titular que tenha obtido no mínimo o grau do ensino secundário (12.º ano de
escolaridade) ou equivalente;
b. titular de residência em Portugal.

Critérios de Admissão

Tratando-se de um curso de ensino a distância na modalidade de e-learning, a sua
frequência exige que as/os candidatas/os tenham acesso a computador com ligação à
Internet e possuam conhecimentos de informática, na ótica do utilizador, incluindo de
navegação na Internet.

Metodologia

Este curso será lecionado em português. As atividades de ensino-aprendizagem são realizadas em regime de ensino a distância, em ambiente completamente virtual, com recurso a uma plataforma de e-learning. O curso é antecedido por um módulo inicial de Ambientação Online com a duração de uma semana, com o objetivo de permitir que as/os estudantes se familiarizem com o ambiente de trabalho da PlataformAbERTA da Universidade Aberta e adquiram competências fundamentais de comunicação online e competências sociais necessárias à construção de uma comunidade de aprendizagem virtual.

Estrutura Curricular

Semana 1

1. Ambientação ao contexto do e-learning

Semana 2/4

2. Banhos de mar e saúde: origens, evolução e práticas contemporâneas

Semanas 5/7

3. Desenvolvimento e gestão de turismo: o papel das infraestruturas e ações políticas no desenvolvimento do turismo de saúde

Avaliação e Classificação Final

O curso adota o modelo de avaliação contínua, sendo a classificação final dos formandos o resultado do trabalho desenvolvido ao longo do mesmo, nomeadamente, a realização das e-atividades de avaliação no final de cada módulo. Considera-se também a participação ativa dos formandos nas atividades formativas de caráter individual (leitura dos recursos disponibilizados, trabalhos escritos) e nas atividades formativas de caráter colaborativo (interação entre os formandos e docentes, partilha de leituras e conhecimentos, participação nos fóruns de discussão).


A classificação final resulta dos instrumentos de avaliação de cada módulo, os quais têm a mesma ponderação. Assim, a avaliação final do módulo é atribuída pela média simples numa escala de 0 a 10 valores. A classificação final do curso traduz a média da avaliação obtida nos módulos, expressa na escala de 0 a 20 valores. A conclusão da formação com aproveitamento está sujeita à obtenção de uma nota final igual ou superior a 9,5 valores.