Intervenção em Rede e Turismo I

Introdução

Os indivíduos e as organizações são entidades reticulares, sendo o seu perfil e ação largamente influenciados pelas interações que estabelecem com os seus pares. A polarização e diversificação crescente dos atores, bem como das formas de interação que estes protagonizam na sociedade contemporânea, conferem uma complexidade e relevância sem precedentes ao quadro de interações sociais. Os contactos, os laços e os vínculos relacionais que os atores estabelecem neste contexto, constituem canais através dos quais transitam e se articulam recursos materiais e humanos (inputs), mediante a aplicação de uma metodologia de intervenção, que tem como finalidade o alcance de determinados objetivos e resultados (outputs). Daí emergem o interesses e a importâncias do estudo das redes e parcerias organizacionais e comunitárias, da ação que desenvolvem e da metodologia de trabalho que utilizam.

Conhecer melhor a configuração e as características das redes e parcerias organizacionais e comunitárias que suportam esta dinâmica de interação social, as diversas modalidades em que operam, e o modo de potenciar e rentabilizar os resultados que as mesmas são passíveis de gerar, é hoje fundamental para compreender a realidade social dos nossos dias e para atuar nela com maior propriedade e aptidão. Esse é o desafio para o qual esta formação pretende dar um valioso contributo.

Objetivos

  • Conhecer o quadro conceptual das redes e parcerias organizacionais e comunitárias – conceitos e principais teorias;
  • Saber identificar as características de uma rede e parceria de carater organizacional e comunitário.
  • Compreender os princípios e o modo de funcionamento de uma rede e parceria de natureza organizacional e comunitária.
  • Conhecer a metodologia e as fases do processo de intervenção em rede.

Competências

  • Capacidade para promover e gerir processos de intervenção em rede;
  • Aptidão para participar e desenvolver processos de intervenção em rede.

Destinatários

  • Pessoas de qualquer área de formação técnica/científica que pretendam aprofundar o seu conhecimento nas áreas da Intervenção em rede;
  • Discentes com ensino secundário completo (12.º ano) e universitários;
  • Profissionais que estejam direta ou indiretamente ligados a áreas do Turismo, ONG’S, Autarquias, Juntas de freguesia, Associações, entre outras.

Pré-requisitos para a Frequência do Curso

Este curso rege-se pelo Regulamento da oferta educativa da Universidade Aberta.

Podem candidatar-se a esta microcredencial:

a) Titulares que tenham obtido no mínimo o grau do ensino secundário (12.º ano de escolaridade) ou equivalente;

b) Titulares de residência fiscal em Portugal, durante a frequência da formação.

Critérios de Admissão

1º Ter submetido candidatura completa

2º Ordem cronológica do registo da candidatura

Bibliografia

Carmo, Hermano (coord.); Esgaio, Ana; Pinto, Carla; Pinto, Paula Campos (2014). Desenvolvimento Comunitário. Lisboa: Universidade Aberta. [ebook].

Casquilho-Martins, Inês, FIALHO, Joaquim; (2023). Planeamento da intervenção social: conceção, ação e avaliação. Lisboa: Edições Sílabo.

CASTELLS, Manuel (2002). A Sociedade em Rede. 4ª edição. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian
Fialho, Joaquim (2021) (org). Manual para a intervenção social. Da teoria à ação. Lisboa: Edições Sílabo.

Fialho, Joaquim (2020) (org). Redes Sociais. Como compreendê-las? Uma introdução à análise de redes sociais. Lisboa: Edições Sílabo.

Fialho, Joaquim; Saragoça, José; Baltazar, Mª da Saudade; Santos, Marcos O. (coord.) (2018). Redes sociais. Para uma compreensão multidisciplinar da sociedade. Lisboa: Edições Sílabo.

Fialho, Joaquim; Silva, Carlos; Saragoça, José (coord.) (2017). Diagnóstico social. Teoria, metodologia e casos práticos. 2ª edição (revista e corrigida), Lisboa: Edições Sílabo.

Fialho, Joaquim; Vieira, Cristina P.; Moreira, António; Vieira, Cristina C.; (coord.) (2017). Diagnóstico social: Reflexões teóricas e desafios empíricos. Redes, género e desenvolvimento social. Santo Tirso: Whitebooks.

Fialho, Joaquim; Silva, Carlos; Saragoça, José (coord.) (2015). Diagnóstico social. Teoria, metodologia e casos práticos. 1ª edição, Lisboa: Edições Sílabo.

Giddens, Anthony, (2013). Sociologia, 9ª edição, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Guadalupe, Sónia (2016). Intervenção em rede – Serviço Social, Sistémica e Redes de Suporte Social. 2ª Edição, Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra.

Saragoça, José; Silva, Carlos; Fialho, Joaquim (coord.) (2017). Prospetiva estratégica. Teoria, métodos e casos reais. Lisboa: Edições Sílabo.

Silva, Carlos; Fialho, Joaquim; Saragoça, José (coord.) (2013). Iniciação à Análise de Redes Sociais. Casos Práticos e Procedimentos com UCINET. Casal de Cambra: Caleidoscópio Edição e Artes Gráficas, S.A.

Estrutura Curricular

1. Enquadramento das redes sociais

  • Redes sociais: abordagem conceptual
  • Génese das redes sociais
  • Redes sociais e intervenção

2. Teoria das redes sociais

  • Paradigma de orientação sociológica
  • Abordagem estruturalista
  • Leis gerais
  • Teoria do capital social – contributos de diferentes autores

3. Metodologia da intervenção em rede
A – Fundamentos da intervenção em rede

  • Comunidade e território
  • Organização comunitária, parcerias e empowerment coletivo
  • Intervenção em rede como estratégia para o desenvolvimento sustentável

B – Intervenção em rede: as fases do processo

  • Estudo e diagnóstico
  • Planeamento: plano, programas, projetos
  • Ação e monitorização
  • Avaliação

4. Desafios da Intervenção em rede

  • Trabalho colaborativo – potencialidades e constrangimentos
  • Mudança social e glocalização

Avaliação e Classificação Final

A classificação final resulta, como tal, da avaliação dos seguintes elementos e critérios:

  • Presença e participação nas atividades propostas – 30%;
  • Trabalho final – 70%.

Assim, a avaliação final do módulo é atribuída pela média simples numa escala de 0 a 10 valores. A classificação final do curso traduz a média da avaliação obtida nos módulos, expressa na escala de 0 a 20 valores. A conclusão da formação com aproveitamento está sujeita à obtenção de uma nota final igual ou superior a 9,5 valores.