Psico-Oncologia II

Introdução

Os cuidadores informais na doença oncológica são atualmente um grande foco de atenção e intervenção. Embora não estejam disponíveis estimativas recentes que registem o número de cuidadores de doentes oncológicos em Portugal, sabe-se que quem cuida é, maioritariamente, familiar direto do doente, passando por um processo de mudança e consequente reorganização da estrutura familiar.

Considerando as elevadas taxas de incidência da doença oncológica, o número de cuidadores informais tenderá a aumentar. Os familiares cuidadores de doentes com cancro desempenham um papel crítico no suporte e prestação de cuidados que providenciam aos pacientes durante o período de tratamento da doença oncológica, havendo naturalmente um impacto na sua saúde física e psicológica, autonomia e relações sociais.

Atualmente, é sabido que a intervenção em grupo, quer para doentes, sobreviventes e cuidadores, pode dar resposta a aos seus principais problemas. É de referir que a telepsicologia se assume hoje como uma nova estratégia de entrega de cuidados à distância, pelo que também neste contexto, podemos identificar intervenções mediadas pelas novas tecnologias da informação e da comunicação.

Esta unidade curricular visa promover a aquisição de conhecimentos sobre o familiar como cuidador informal e a qualidade de vida na fase de sobrevivência, com destaque para os riscos psicossociais associados ao regresso ao trabalho. São igualmente tratados aspetos relacionados com as intervenções psicoeducativas com doentes, sobreviventes e cuidadores, designadamente as intervenções mediadas pelas novas tecnologias da informação e da comunicação.

Objetivos

Com a presente unidade curricular, pretende-se essencialmente promover a aquisição de conhecimentos sobre o familiar como cuidador informal e a qualidade de vida na fase de sobrevivência, com destaque para os riscos psicossociais associados ao regresso ao trabalho, mas também sobre as intervenções psicoeducativas atualmente disponíveis para doentes, sobreviventes e cuidadores.

Assim, os objetivos são:

  • Explorar e refletir acerca do papel do familiar como cuidador informal;
  • Examinar a qualidade de vida na sobrevivência;
  • Identificar e analisar intervenções psicoeducativas na doença oncológica;
  • Identificar e analisar intervenções psicoeducativas à distância na doença oncológica.

Competências

Espera-se que os participantes adquiram as seguintes competências que lhes serão certificadas/ identificadas no documento certificador desta microcredencial:

  • Compreender a importância do familiar cuidador na doença oncológica;
  • Reconhecer as necessidades psicossociais do familiar cuidador;
  • Caraterizar a qualidade de vida dos sobreviventes;
  • Reconhecer a importância das intervenções psicoeducativas na doença oncológica;
  • Conhecer intervenções psicoeducativas à distância na doença oncológica.

Destinatários

  • Pessoas de qualquer área de formação técnica/científica que pretendam aprofundar o seu conhecimento nas áreas de turismo e bem-estar;
  • Discentes com ensino secundário completo (12.º ano) e universitários;
  • Profissionais que estejam direta ou indiretamente ligados a áreas do Turismo, ONG’S, Autarquias, Juntas de freguesia, Associações, entre outras.

Pré-requisitos para a Frequência do Curso

Este curso rege-se pelo Regulamento da oferta educativa da Universidade Aberta.

Podem candidatar-se a esta microcredencial:

a) Titulares que tenham obtido no mínimo o grau do ensino secundário (12.º ano de escolaridade) ou equivalente;

b) Titulares de residência fiscal em Portugal, durante a frequência da formação.

Critérios de Admissão

1º Ter submetido candidatura completa

2º Ordem cronológica do registo da candidatura

Bibliografia

Albuquerque, E., & Cabral, A. S. (2015). Psico-oncologia. Temas fundamentais. Lisboa: Lidel.


Bártolo, A., Emelda, P., Rodrigues, F., Pereira, A., Monteiro, S., & Santos, I. M. (2017). Effectiveness of psycho-educational interventions with telecommunication technologies on emotional distress and quality of life of adult cancer patients: a systematic review. Disability and Rehabilitation, 7, 1-9. doi: 10.1080/09638288.2017.1411534.


Leykin, Y., Thekdi, S. M., Shumay, D. M., Muñoz, R. F., Riba, M., & Dunn, L. B. (2012). Internet interventions for improving psychological well-being in psycho-oncology. Review and recommendations. Psychooncology, 21(9), 1016-1025. doi: 10.1002/pon.1993


Rodin, G. (2018). From evidence to implementation. The global challenge for psychosocial oncology. Psychooncology, 27(10), 2310-2316. doi: 10.1002/pon.4837.

Estrutura Curricular

1. A família e a doença oncológica: o familiar como cuidador informal

  • Conceito de cuidador informal;
  • Impacto do cancro pediátrico e juvenil nos pais e cuidadores;
  • Impacto do cancro adulto e idoso nos cuidadores.

    2. Qualidade de vida na sobrevivência

    • Caraterização da qualidade de vida nos sobreviventes;
    • Instrumentos de avaliação da qualidade de vida dos sobreviventes;
    • Sequelas a longo prazo;
    • Capacidade para o trabalho após o cancro.

    3. Intervenção psicoeducativa na doença oncológica

    • Conceito de intervenções psicoeducativas;
    • Eficácia das intervenções psicoeducativas;
    • Intervenções psicoeducativas à distância.

    Avaliação e Classificação Final

    Todos os módulos do curso são sujeitos a avaliação que integra:

    • Uma componente contínua ao longo do módulo (participação no fórum de discussão e eventual realização de e-atividades intermédias);
    • Uma componente final do módulo baseada na realização de uma e-atividade final que pode revestir qualquer forma (trabalho, teste, projeto, etc.).
      Assim, a avaliação final do módulo é atribuída pela média simples numa escala de 0 a 10 valores.

    A classificação final do curso traduz a média da avaliação obtida nos módulos, expressa na escala de 0 a 20 valores. A conclusão da formação com aproveitamento está sujeita à obtenção de uma nota final igual ou superior a 9,5 valores.